Rato pode ter provocado apagão na usina nuclear de Fukushima Imprimir E-mail

Rato de 15 cm teria causado um curto-circuito. Apagão paralisou a refrigeração das piscinas de combustível.

21/03/2013 00h36 - Atualizado em 21/03/2013 01h39


Rato foi encontrado dentro das instalações de Fukushima; animal pode ter causado apagão. (Foto: Tokyo Electric Power Co. / AP Photo)

Um rato foi apontado nesta quinta-feira (21) como a provável causa da grave interrupção do fornecimento de energia à central nuclear de Fukushima, no Japão, que entre a noite de segunda-feira (18) e a manhã de quarta (20) paralisou parte do sistema de refrigeração do complexo.
"Confirmamos a presença de um pequeno animal", disse um porta-voz da companhia Tokyo Electric Power (Tepco), que administra a usinal atômica, ao apresentar uma foto de um rato, de cerca de 15 cm, que teria provocado um curto-circuito.

O apagão começou na noite de segunda-feira, paralisando os sistemas de refrigeração das piscinas de armazenamento de combustível usado da central nuclear.
Durante a interrupção do fornecimento de energia, a temperatura da piscina central, que contém mais de 6 mil barras de combustível usado, subiu a 31,8 graus, mas se manteve distante do limite de segurança de 65 graus.

Sem a adequada refrigeração, a água na piscina se aquece em contato com o combustível nuclear e diante de um calor muito intenso, ocorre a evaporação e a consequente contaminação do ar.
O incidente não afetou a injeção de água nos reatores 1 e 3 da central, cujo combustível se fundiu após o acidente de 2011, quando um tsunami inundou Fukushima Daiichi (220 km a nordeste de Tóquio) e levou à suspensão da refrigeração dos reatores e das respectivas piscinas de armazenamento, provocando fuga de material radioativo.

O acidente nuclear de Fukushima foi o pior desastre atômico desde a crise na central ucraniana de Chernobil (Ucrânia), em 1986.

O tsunami gigante de março de 2011 provocou a suspensão do fornecimento de energia e a paralisação dos sistemas de refrigeração da usina atômica, onde importantes quantidades de radiação se disseminaram no meio ambiente.

A fase crítica do acidente foi considerada superada em dezembro de 2011, mas os trabalhos de proteção da área não avançam pelos altos níveis de radioatividade.

 

 


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